Para quem passa pela Praça da Família sob o sol forte da manhã, a imagem é enganosa. O vazio dos bancos, o silêncio nos brinquedos, ninguém aproveitando a quadra poliesportiva ou os aparelhos públicos de ginástica — tudo isso passa uma sensação de abandono. Mas quem é morador sabe: ela apenas está guardando fôlego para o que vem depois.
Conforme o sol baixa e o calor de João Pessoa dá uma trégua, a praça ganha cores e movimento. É o momento em que as famílias ocupam seu espaço, trazendo seus "filhotes" — sejam eles humanos, correndo pelo parquinho, ou os de quatro patas, que encontraram ali um ponto de encontro oficial.
Então, o que se vê são crianças andando de bike ou de patins, papais e mamães seguindo seus pimpolhos nos pequenos carrinhos elétricos alugados ali na hora, adolescentes dominando a quadra e adultos — jovens ou não — se exercitando na academia popular. Enfim, a vida pulsa na Praça da Família, o coração do Mangabeira 7.
O movimento humano atrai o comércio, e a praça se transforma em um polo gastronômico pulsante. Lanchonetes e pizzarias, que passaram o dia de portas fechadas, levantam suas persianas e espalham mesas, criando um ambiente onde o lazer e a conveniência se misturam. É a prova de que Mangabeira não precisa de grandes centros para se divertir; a diversão está na calçada de casa.
Mais do que um logradouro público, a Praça da Família é o quintal coletivo de quem vive ao redor. Um lugar onde o tempo parece passar mais devagar, entre um balanço e um lanche no final do dia.
Mas na próxima semana, o assunto é outro. Vamos visitar o lugar onde Mangabeira realmente se encontra. Se o bairro fosse uma cidade, o centro — geográfico, comercial e emocional — seria lá. Consegue adivinhar de onde estou falando?
Gota publicada em 2026/abr/23
